Homem e biosfera
Em sua evolução, o homem tornou-se a forma dominante de vida na Terra controlando outras espécies e desenvolvendo uma tecnologia que lhe permite alterar o ambiente em que vive. Em virtude do desenvolvimento obtido, o ser humano antes apenas um entre os vários organismos integrantes da biosfera assumiu o papel de interventor na natureza explorando, exaustivamenteos recursos naturais e deteriorando a qualidade do meio ambiente. O processo realizou-se de maneira predatória desordenada sem uma preocupação permanente com a escassez dos recursos naturais. Daí a deterioração da qualidade do meio ambiente e portanto, da qualidade de nossa vida na biosfera. fonte f.g.v biosfera Parte da Terra onde a vida é possível compreendendo a superfície terrestre a porção inferior da atmosfera e os oceanos Tem sofrido alterações significativas com a intervenção humana.
foto:USS Lexington (CV2) Cinco décadas de tempestades e corrosãomarinha transformam destroços de navios de guerra em poluição estão começando a espalhar sua carga tóxica ameaçando preciosos recifes de corais, cardumes e ilhas paradisíacas, segundo autoridades da região. Carregados com combustível produtos químicos e explosivos centenas de porta-aviões, corvetas destróieres e petroleiros estão sucumbindo a cinco décadas de tempestades e corrosão marinha. No ano passado, o casco do USS Mississinewa deixou vazar 91 mil litros de combustível na remota laguna Ulithi, na Micronésia. Por causa disso, cerca de 700 ilhéus foram impedidos de buscar sua sobrevivência na pesca. Mas ainda há 19 milhões de litros de querosene de aviação e petróleo a bordo da embarcação O USS Mississinewa, afundado em 1944 por um submarino japonês de um só tripulante, é apenas um dos 1.080 naufrágios catalogados pelo Programa Ambiental Regional do Pacífico Sul (SPREP) a colaborarem para evitar uma tragédia ambiental. “Não há dúvida de que temos um problema porque acabamos de ter esse grande vazamento na Micronésia”, disse Sefanaia Nawandra, técnico do SPREP. Uma ameaça semelhante é representada pelo navio-tanque USS Neosho, pelo porta-aviões Lexington e pelo destróier Sims todos afundados em 1942 durante uma batalha a 200 milhas da Grande Barreira de Corais no litoral australiano, o maior organismo vivo do mundo. Segundo Trevor Gilbert também técnico do SPREP, a quantidade de combustível no Mississinewa e no Neosho são o equivalente ao que vazou do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, numa das grandes tragédias ambientais dos últimos anos. Dos três milhões de toneladas de navios que estão no leito do Pacífico cerca de dois terços pertenciam aos japoneses e quase todo o resto aos Estados Unidos. Há alguns poucos barcos da Austrália e da Nova Zelândia. Ao contrário dos navios comerciais naufragados cuja carga pode ser reivindicada por quem a encontrar, os navios de guerra permanecem para sempre como propriedade de seus países. Além disso, vários são reconhecidos como cemitérios militares. O SPREP já fez uma lista de navios militares naufragados e agora precisa de dinheiro para determinar quais deles apresentam risco mais imediato. Os governos locais disseram que a campanha foi bem recebida pelos Estados Unidos mas encontrou recepção fria no Japão. Os custos do projeto são elevados: US$ 6 milhões só para retirar o combustível do Mississinewa. “O que argumentamos, do ponto de vista dos países do Pacífico é que não tivemos a escolha de participar ou não da guerra. Os adversários vieram lutar no nosso quintal e agora devemos lidar com isso”, disse Nawadra. Segundo ele, o problema atualmente se restringe ao Pacífico mas em breve ocorrerá o mesmo também com naufrágios que estão no Mediterrâneo e no litoral da Califórnia (EUA). Foto: o USS Lexington (CV2), citado na reportagem sendo abandonado pela tripulação |
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