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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

História da questão ambiental e desastre ambiental

                                                                     Homem e biosfera 



Em sua evolução, o homem tornou-se
a forma dominante de vida na Terra
controlando outras espécies e desenvolvendo 
uma tecnologia que lhe permite alterar
o ambiente em que vive.

Em virtude do desenvolvimento obtido, o ser humano
antes apenas um entre os vários organismos integrantes
da biosfera assumiu o papel de interventor
 na natureza explorando, exaustivamenteos recursos naturais 
e deteriorando a qualidade do meio ambiente.
O processo realizou-se de maneira predatória
desordenada sem uma preocupação permanente 
com a escassez dos recursos naturais. 
Daí a deterioração da qualidade do meio ambiente e
 portanto, da qualidade de nossa vida na biosfera.






fonte f.g.v
biosfera 
Parte da Terra onde a vida é possível
 compreendendo a superfície terrestre
 a porção inferior da atmosfera e os oceanos
 Tem sofrido alterações significativas com a intervenção humana.




As inovações tecnológicas sempre perseguiram
 a otimização dos processos de produção
 não levando em consideração, na maioria das vezes
os efeitos nocivos sobre o ambiente.

Os custos ambientais das atividades econômicas
 aparecem quando a capacidade de assimilação
 do meio ambiente é ultrapassada.

No início, esses custos foram externalizados, isto é
transferidos para vários segmentos da sociedade sob a forma
 de prejuízos por danos à saúde humana e danos materiais.

Esses custos são relativos a....corrosão de estruturas de ferro
 e de obras de arte, e danos aos ecossistemas, como
 a redução ou a eliminação da pesca em um rio
 provocando prejuízos econômicos a quem não tinha responsabilidade
pela poluição do rio.


  Desde o início da Revolução Industrial 
e até pouco tempo atrás, o meio ambiente 
era considerado como um bem livre.
 Ou quase livre.
Que qualquer pessoa tinha o direito 
de usar conforme sua vontade.
Se consideramos os altos custos
 que a poluição acarreta para a sociedade
 como os danos à saúde das populações
 vemos que o meio ambiente
 não pode ser considerado um bem livre.



 fonte:f.g.v
A partir do início da Revolução Industrial
 vários desastres causados pela poluição aconteceram 
nos países industrializados.

Revolução Industrial
Processo que teve início no século XVIII, na Inglaterra
 e logo se espalhou por toda a Europa.
A expressão 
Revolução Industrial foi difundida
 a partir de 1845, por Engelf
 um dos fundadores do socialismo científico.
O termo foi usado para designar o conjunto
 de transformações técnicas e econômicas
 que caracterizam a substituição de energia física
 pela energia mecânica; da ferramenta pela máquina
 e da manufatura pela fábrica no processo de produção
o que, consequentemente, transformou a economia rural
 em economia urbana.{ fonte F.G.V}


 Desastre ambiental



uss-lexington-sendo-abandonado-maio1942-navsource.jpg
 foto:USS Lexington (CV2)

Cinco décadas de tempestades e corrosão

 marinha transformam destroços de navios de guerra em poluição

Mais de mil navios militares
 naufragados no oceano Pacífico durante
 a Segunda Guerra Mundial
 estão começando a espalhar sua carga tóxica
 ameaçando preciosos recifes de corais, cardumes
 e ilhas paradisíacas, segundo autoridades da região.
Carregados com combustível
 produtos químicos e explosivos
 centenas de porta-aviões, corvetas
destróieres e petroleiros estão sucumbindo
 a cinco décadas de tempestades e corrosão marinha.
No ano passado, o casco do USS Mississinewa
 deixou vazar 91 mil litros de combustível 
na remota laguna Ulithi, na Micronésia.
Por causa disso, cerca de 700 ilhéus 
foram impedidos de buscar sua sobrevivência na pesca.
No final, o vazamento foi consertado
 por mergulhadores norte-americanos.
Mas ainda há 19 milhões de litros de
 querosene de aviação e petróleo a bordo da embarcação
 que podem contaminar
 o mar a cada ciclone que passa ou a cada
 parafuso que enferruja no casco.
O USS Mississinewa, afundado
 em 1944 por um submarino japonês
de um só tripulante, é apenas
 um dos 1.080 naufrágios catalogados
 pelo Programa Ambiental Regional
 do Pacífico Sul (SPREP)
 uma entidade que quer convencer 
os vencedores e os vencidos na guerra
 a colaborarem para evitar uma tragédia ambiental.
“Não há dúvida 
de que temos um problema porque acabamos
 de ter esse grande vazamento
 na Micronésia”, disse Sefanaia Nawandra, técnico do SPREP.
Uma ameaça semelhante
 é representada pelo navio-tanque 
USS Neosho, pelo porta-aviões
 Lexington e pelo destróier Sims
todos afundados em 1942
 durante uma batalha a 200 milhas da Grande Barreira de Corais
 no litoral australiano, o maior organismo vivo do mundo.
Segundo Trevor Gilbert
 também técnico do SPREP, a quantidade de combustível
no Mississinewa e no Neosho
 são o equivalente ao que vazou do petroleiro Exxon Valdez
 no Alasca, numa das grandes tragédias ambientais dos últimos anos.
Dos três milhões de toneladas
 de navios que estão no leito do Pacífico
 cerca de dois terços pertenciam 
aos japoneses e quase todo o resto aos Estados Unidos.
Há alguns poucos barcos da Austrália e da Nova Zelândia.
Ao contrário dos navios comerciais naufragados
cuja carga pode ser reivindicada por
 quem a encontrar, os navios de guerra
permanecem para sempre como propriedade de seus países.
Além disso, vários são reconhecidos 
como cemitérios militares.
O SPREP já fez uma lista de navios militares naufragados
 e agora precisa de dinheiro para determinar quais 
deles apresentam risco mais imediato.
Os governos locais disseram que a campanha
 foi bem recebida pelos Estados Unidos
 mas encontrou recepção fria no Japão.
Os custos do projeto são elevados: US$ 6 milhões
 só para retirar o combustível do Mississinewa.
“O que argumentamos, do ponto de vista dos países do Pacífico
 é que não tivemos a escolha de participar ou não da guerra.
Os adversários vieram lutar no nosso quintal
 e agora devemos lidar com isso”, disse Nawadra.
Segundo ele, o problema atualmente se restringe ao Pacífico
mas em breve ocorrerá o mesmo também
 com naufrágios que estão no Mediterrâneo 
e no litoral da Califórnia (EUA).
FonteReuters/UOL 
Foto: o USS Lexington (CV2),
citado na reportagem
 sendo abandonado pela tripulação 
em maio de 1942, na Batalha do Mar de Coral (navsource)

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